Futebol Feminino em Mocambique ...

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Futebol Feminino em Moçambique

Este blog tem como objectivo divulgar informação de carácter desportivo

Futebol Feminino em Moçambique

Este blog tem como objectivo divulgar informação de carácter desportivo

MOÇAMBIQUE VAI DEFRONTAR MALAWI NA CORRIDA AOS JOGOS DE TÓQUIO-2020

selecao feminina

 

A selecção feminina de futebol joga no dia 4 de Abril em Blantyre, capital do Malawi, diante da sua congénere local em desafio da primeira “mão” da primeira eliminatória de acesso aos Jogos Olímpicos (JO) de Tóquio, que terão lugar em 2020. O jogo da segunda “mão” está agendado para o dia 9 do mesmo mês em Maputo. Vinte e cinco países estarão envolvidos nestas eliminatórias à excepção da Nigéria, África do Sul, Gana, Zimbabwe, Quénia e Guiné-Equatorial, que por força do “ranking” só entrarão em cena na segunda fase de apuramento, que deverá iniciar em Setembro.

Com efeito, o vencedor entre Malawi e Moçambique tem um encontro marcado com a formação do Quénia para a fase seguinte, enquanto que os vencedores do jogo Angola-Zâmbia irão enfrentar o Zimbabwe e a África do Sul conhecerá o seu adversário depois do embate entre Botswana e Namíbia. Os vencedores entre as selecções da Costa do Marfim e da Serra Leoa vão medir forças com o vencedor que sairá entre o Mali-Marrocos.

A Nigéria, por sua vez, terá que aguardar pelo seu oponente que será conhecido depois que as formações da Argélia e do Chade travarem a derradeira “batalha”. Ainda no cruzamento dos jogos, as “leoas indomáveis” irão travar a sua batalha com o vencedor que deverá sair “vivo” no desafio que irá opor frente-a-frente a turma da Etiópia ou da Uganda, sendo que a Guiné-Equatorial pacientemente aguardará pela Tanzânia ou a República Democrática do Congo.

Por fim, os vencedores dos encontros entre o Gabão e o Congo terão o Gana pela frente. As partidas da derradeira fase serão disputadas em Outubro de 2019, aonde o representante de África para os Jogos Olímpicos de Tóquio-2020 será conhecido.

 

Fonte:Desafio

Jogo solidário Benfica vs Sporting arrecada mais de 2 milhões MT para Moçambique

solidario

 

O jogo de solidariedade entre equipas femininas do Sporting e Benfica, ambos de Portugal, resultou em mais de dois milhões e setecentos mil meticais, valor a ser canalizado para ajudar as vítimas do Ciclone IDAI. Foi a maior enchente em um jogo feminino alguma vez disputado em Portugal.

Foi o primeiro derby de sempre entre Sporting e Benfica em futebol feminino e jogava-se pelas vítimas do ciclone tropical IDAI em Moçambique.

Os números foram também históricos, estiveram no Estádio de Restelo cerca de 15.204 espectadores, superando o anterior record em jogos femininos em Portugal que era de 12.213 assistentes.

Também, pela primeira vez, nas bancadas gritou-se Moçambique em solo europeu, sinal de apreço e solidariedade para com as vítimas do IDAI, que muito recentemente causou inúmeras vítimas humanas e desalojou milhares no nosso país.

O Presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa foi um dos espectadores. Nele juntaram-se figuras ligadas aos dois clubes e da Federação Portuguesa de Futebol, organizadora da partida.

Não menos importante estava a disputa do Troféu Vicente Lucas, antigo internacional português nascido em Moçambique figura incontornável da história do Clube de Futebol os Belenenses, aliás, vai aí a escolha do Estádio de Restelo para a realização do jogo.

No fim, a organização conseguiu angariar mais de 38 mil euros, o equivalente a mais de dois milhões e setecentos mil meticais. Nas quatro linhas, o Sporting venceu o Benfica por 1-0.

Marcelo Rebelo de Sousa felicitou a organização do jogo e voltou a reafirmar o apoio do seu país à Moçambique

Além desta iniciativa há outros clubes e organizações portuguesas que tencionam apoiar ou já apoiaram as vítimas do ciclone Idai.

 

Fonte:Opais

SOU UMA CRIANÇA NA ARBITRAGEM

ema novo

 

A juíza Ema Novo, de 35 anos de idade, vencedora do Prémio Melhor Árbitro do Moçambola-2018, é também esposa, trabalhadora e estudante do curso de Ciências do Desporto. Nasceu em Maputo e muito cedo apaixonou-se pelo futebol. Enquanto estudante foi futebolista, vindo a integrar a equipa de futebol feminino do Clube Ferroviário de Maputo.

 

- “Um árbitro, professor meu na Escola Secundária da Matola, convidou-me, juntamente com a Elina Marques da Silva, hoje juíza FIFA (assistente). Ele sugeriu que deixássemos de jogar para abraçar a carreira da arbitragem. Foi precisamente em 2012”, disse. Ema Novo começou com juíza auxiliar durante alguns anos, mas a Comissão Nacional de Árbitros de Futebol (CNAF) viu a necessidade de introduzir mais árbitros centrais (principais) e ela foi uma das escolhidas, num momento em que Moçambique a filiava para árbitro-FIFA.

 

Éramos muitas a concorrer para a vaga de árbitro-FIFA. Eu e a Elsa fomos as escrutinadas. Acreditem que no momento que anunciaram que ia deixar de ser auxiliar chorei.

 

Disse aos meus superiores que estavam a retardar a minha carreira porque dessa forma teria dificuldades de ser escolhida para fazer jogos”, lembrou, acrescentando que “tudo foi ultrapassado e comecei a ser designada nos jogos do Moçambola como quarta árbitra, até que em 2016 fiz o meu primeiro jogo, na última jornada, numa partida entre o Maxaquene e o 1º de Maio de Quelimane, no Estádio Nacional do Zimpeto. O jogo foi dirigido por um trio de senhoras, por mim comandado. Esse jogo ficou marcado, não só por se tratar do primeiro jogo no Moçambola, mas também ter expulsado o primeiro jogador numa prova dessa envergadura, na circunstância o Luckman, jogador nigeriano que representava o Maxaquene”, referiu.

 

 

Fonte:Desafio

Associados pediram continuidade de Francisco Mabjaia na FMB

mabjaia

 

Afinal, foram os associados que pediram a continuidade de Francisco Mabjaia na Federação Moçambicana de Basquetebol mesmo tendo expirado o seu mandato.

Mabjaia está fora do mandato desde Julho último. Segundo Mabjaia, os associados pediram a sua continuidade devido aos bons resultados que o basquetebol nacional apresentou durante a vigência do seu "governo".

O Presidente da Federação Moçambicana de Basquetebol garante que as eleições vão acontecer assim que os associados "quiserem".

"Estamos fora do nosso mandato e se ainda permanecemos na FMB é porque os associados pediram a nossa continuidade" garantiu Mabjaia, para quem os resultados recentes concorreram para este pedido expresso pelos associados.

"Eles dizem  que os resultados do nosso basquetebol foram bons durante o período que dirigimos a modalidade. Perante esta solicitação, aceitamos o pedido mas tudo depende deles. Só vamos continuar até onde eles quiserem, tudo depende dos associados", disse Mabjaia.

Mesmo com tudo nas mãos dos associados, Francisco Mabjaia fala do futuro e espera muito apoio a selecção Sub-19 de basquetebol feminino que no próximo ano vai disputar pela primeira vez o campeonato do Mundo da modalidade.

Mabjaia confirma também a continuidade de Leonel Manhique nos Sub-19, até porque foi com ele que a selecção conseguiu a inédita qualificação ao Mundial da categoria.

 

 

Fonte:Opais

Txote” no reino dos gigantes

AMELIA MANAVE

 

Quando uma criança ou jovem começa a demonstrar que no futuro terá um bom peso, mas sobretudo altura acima do normal, de imediato vem a interrogação: jogas basquete? E nem a introdução dos lançamentos triplos vieram “amenizar” as desvantagens para os baixos e menos pesados em singrar. Pois Aurélia Manave, pequena no tamanho mas grande na sua classe, ao longo de um carreira de duas décadas, conseguiu glórias e títulos, no reino dos gigantes.
 
Esguia como uma enguia, rapidez q. b., entrega total ao jogo, destemida e sem complexos, Aurélia Manave é(ra) um caso de estudo. Ao longo de uma carreira recheada de sucessos, soube tirar partido - e de que maneira - de atributos que para suplantavam as habituais mais valias na bola-ao-cesto. Velocidade e “raça” eram as suas armas principais. Com elas, “contagiava” toda a equipa, sendo também por isso titular indiscutível no Maxaquene e na Selecção Nacional. Mesmo sem actuar a base - lugar geralmente ocupado pelos “txotes” - realizou penetrações espantosas, ganhou ressaltos nas alturas e proporcionou jogadas empolgantes, com simulações e dribles que ainda devem permanecer na retina de muitos que tiveram o privilégio de presenciar.

A carreira de Aurélia Manave começa como a de outras crianças, mas num lugar e numa terra sem tradições no basquetebol: Lichinga. Aliás, é graças ao interesse de um núcleo a que ela e o seu irmão Aníbal, pertenceram, que na capital do Niassa se registou, nos primeiros anos pós-Independência uma apetência desusada em redor da modalidade.

Anos volvidos, já em Maputo e integrada no Maxaquene, foi chegar, impor-se e vencer. Com trabalhou, muito trabalho, até para contrabalançar a desvantagem da falta de peso e altura, tão propalados no basquetebol.
 
TAMANHO NÃO É QUALIDADE


Titular no Maxaquene e “cliente assídua” da Selecção, fez parte da geração de ouro da bola-ao-cesto nacional. Um grupo de atletas de elite que, mais do que espalhar o perfume do bom basquetebol pelo Continente, também obteve títulos e glórias, unindo o útil ao agradável: jogar bem e ganhar.

Os triunfos no feminino com que o basquetebol nacional sempre se impôs e se impõe no continente, mais a desmistificação de alguns tabus relativos à prática do desporto pelas mulheres, deve muito à imagem de marca deixada por Aurélia, Esperança, Joaquina Balói, Ana Paula e outras. Foram elas que, em 1991 obtiveram no Cairo, a única medalha de ouro para o país em modalidade colectiva nos Jogos Africanos.

 

 

Fonte:Opais